Encontros casuais ou nao...
Eh impressionante como numa viagem como essa onde o periodo que se fica em uma cidade nao eh tao longo e o numero de pessoas que voce conhece eh bem grande. Pessoas que voce so comprimenta com um “oi” no albergue/hotel, ou aqueles para quem voce pede para tirar uma foto, ou amizades que se formam e que podem durar apenas dias ou seguir adiante.Desde a viagem pela China que tive oportunidade de reencontrar pessoas que conheci em um determinado ponto. Como o americano Michel, que conhecemos em Hangzou, viajou com a gente para Shanghai e nos encontramos casualmente em Beijing. Na Thailandia por exemplo foi a vez dos franceses que conheci assim que cheguei em Bangkok e depois nos encontramos em Ko Phi Phi. Fora as suecas que fiz amizade em Ko Phangan e viemos a nos encontrar do nada em Ko Tao.
Na India conhecemos a Suzana em Agra e a encontramos no mesmo hotel que estavamos em Khajuharo. Fora outra francesa que reencontramos no meio de um culto abarrotado de gente em Varanasi. E um americano que conversamos em Darjiling e passando por uma rua em Kathmandu esbarramos com ele. Sem falar da francesa Manoela que trocamos algumas palavras no lago de Pushkar e quando chegamos por acaso em Jodhpur ela estava no mesmo hotel que escolhemos ficar.
Na Europa nao tem sido diferente! Reencontrei a Vanessa e o Stephane na Franca e a Caroline na Bélgica. Na Italia como fiquei em albergues, reencontrava sempre uma pessoa ou outra que cruzava pelo meu caminho. No albergue de Pisa conheci a espanhola Maria, passamos o dia juntas, agora ela me adicionou no msn e voltamos a conversar. E em Barcelona onde conheci tres italianas na Sagrada Familia, ficamos de papo... Depois no final do dia encontrei com elas do nada assistindo a apresentacao de um artista na Las Ramblas... E em Madri, no espetaculo de flamenco, olho para tras e quem vejo?? As tres, super simpaticas. Foi um escandalo quando me viram! (Italiano eh muito expressivo).
Por falar nisso preciso contar de um episodio que aconteceu comigo em Granada. Eu estava sentada nas mesinhas de um restaurante em uma praca, terminando de almocar, e seis italianos (2 senhores e 4 senhoras) estavam procurando mesa e nao achavam. Entao, um dos simpaticos senhores, Carlo, parou na minha frente e disse “Oh, mas vamos sentar com essa bela!!”. Eu olhei, dei um sorriso e falei “ Claro! Podem se sentar!” Dai todos se sentaram e eu acabei participando do almoco deles, conversamos, rimos muito, tiramos fotos e trocamos emails. Foi o máximo!
Faz parte da viagem (e para mim eh uma das principais partes) conhecer pessoas, trocar ideias, fazer amizades (nem que sejam curtas como das duas francesas, Melanie e Elise, em Barcelona), dar um “oi”, um sorriso, pedir para tirar uma foto, tirar fotos das pessoas, observar como elas vivem , observar como o turista de cada pais se comporta...
Quantos japoneses, chineses, indianos, americanos, brasileiros, argentinos, mexicanos, alemaes, franceses, espanhois, holandeses, israelenses, italianos, suecos, australianos, kiuwis (Nova Zelandia) e russos encontrei viajando pelo mundo! Cada um com sua característica, como por exemplo os japoneses e os chineses que tiram foto de tudo, literalmente de TUDO (de todos os angulos possiveis e imaginaveis).
Nao podia deixar de falar (em hipotese alguma) dos queridos amigos Dalbelo e Este (Ko Phi Phi), amigaaa Fernanda (Franca), Ingrid e Marienne (Ko Phangan), Izumi e Suemi (Hong Kong), Agnes (Ko Phangan), Thiago, Devid e Denis (Ko Phangan), Cris (Ko Tao), Shelly (China), Lisa (Ko Tao), Charlotte (Ko Tao), Isa (Madri), Fred (...). Pessoas que passam pela minha vida... Alguns ficam, outros vao... Complicado falar de todos e ainda assim com detalhes. Lembro de cada um com carinho, como parte viva de cada lugar, de cada cidade, de cada pais.

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